PROMETEU E O INCÊNDIO DO CONHECIMENTO HUMANO.

quarta-feira, 9 de março de 2011


O significado das coisas não está nas coisas em si, mas sim em nossa atitude com relação a elas.
(Antoine de Saint-Exupéry)



O pensamento e conduta humana, estão pautadas na dualidade, que pode ser claramente definida no mito de Prometeu e Epimeteu, os gêmeos imortais de comportamentos opostos. Prometeu, um titã humanitário, conhecido por sua sabedoria e astúcia, sempre pensava e planejava suas ações com prudência, ao contrário de Epimeteu, dito como impulsivo, mesmo com boa vontade.
Para os dois, o Olimpo incumbiu o trabalho de conceder atributos a todos o seres para sobreviver no planeta, inicialmente o foito irmão, pediu para realizar a tarefa e que Prometeu supervisiona-se, desta forma contemplou os animais com qualidades, dando bicos as aves, garras aos ursos e veneno as cobras, Epimeteu utilizou a energia divina da criação em sua plenitude, porem ao final, faltaram recursos para a humanidade.
Temeroso pelo descuido do irmão, Prometeu, vai ao Olimpo e rouba o Fogo dos Deuses, simbolicamente a razão,inteligência e conhecimento, entrega aos homens, desta forma sendo condenado por sua ação, futuramente Epimeteu junto com sua esposa Pandora, recebem igual castigo sendo instrumentos para liberar todas as misérias no mundo.
Porem com esse fogo a humanidade começa a se consumir, não existe uma cuidado com o conhecimento, vinculado beneficiar apenas alguns, sem perspectiva futura.
Nos campos elísios, nunca houve miséria, fome ou desigualdade e todos tinham funções equilibradas, visto que era a mesma chama.
O ser humano queima, por não saber como utilizar o calor dos novos conhecimentos, continuando a mesma dualidade entre pensar para depois fazer ou fazer para depois pensar, de forma que no final da existência esgota-se o prazo sem concluir a obra de sua vida.
É necessário lembrar que Prometeu era um titã e não um deus, devido a isso também não sabia o que fazer com o fogo, desta maneira mesmo planejando com boa intensão, não pode calcular, as consequências de sua ação. E neste caso para os Olimpianos, o conhecimento fosse tao importante, trancariam em algum cofre, mas não o fizeram, tinham a plena consciência que a informação tem que iluminar a todos indistintamente. Não se baseavam em um modelo padronizado de ser, eram despreocupados em parecer algo que não eram, pois sabiam que cada um era único, devido a isso eram belos por sua autenticidade.
E com o final desta trama emaranhada, onde são expostas diferenças entre os humanos e os deuses, resta a reflexão que o conhecimento não garante uma qualidade para a sobrevivência, pois este é um meio e não um fim, como ficou claro no quatros pilares da educação moderna (DELORS), é necessário aprender a aprender inicialmente, seguindo um processo onde se aprender a ser, futuramente, ser divino.
Bibliografia

DELORS, Jacques.Educação: Um Tesouro a Descobrir. Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre educação para o século XXI - 6 Edição. - São Paulo:UNESCO, MEC, Editora Cortez, Brasília, DF, 2001, p. 82-104.

CARTLEDGE, Paul (org.). Grécia Antiga – História ilustrada. 2.ed. São Paulo: Ediouro, 2009 (Coleção História Ilustrada) p.96-125.

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